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Gestão de projetos

Como uma agência organiza 20 clientes ao mesmo tempo sem enlouquecer

Cada cliente com o seu calendário de publicações, as suas campanhas, os seus pedidos urgentes no WhatsApp e as suas horas para faturar. Uma estrutura de projetos, frentes e rotinas que escala de 5 para 20 clientes.

Com cinco clientes, uma agência organiza-se de memória e no grupo de WhatsApp. Com vinte, a memória falha: alguém esquece-se de um post, a aprovação perde-se numa conversa, as horas de uma campanha não são registadas e, à sexta-feira, ninguém sabe o que foi entregue. A solução não passa por mais disciplina individual. Passa por uma estrutura que faça do caminho certo também o mais fácil.

A estrutura abaixo assenta em quatro ideias: um projeto por cliente com frentes de trabalho lá dentro, rotinas que se repetem sozinhas, aprovação num único local e pedidos e horas registados no ponto de origem. Serve para uma agência de marketing e, com ajustes, para estúdios, produtoras e consultoras.

Um projeto por cliente, frentes por tipo de trabalho

A primeira decisão é como separar o trabalho. A regra que melhor escala: cada cliente é um projeto e, dentro dele, o trabalho agrupa-se em frentes (a frente de trabalho é um agrupador dentro do projeto).

Porquê um projeto por cliente? Porque tudo o que pertence ao cliente fica junto: tarefas, documentos, conversas, horas, aprovações. Quando alguém assume a conta, abre um só sítio. Quando o cliente pergunta "como estamos?", há uma resposta.

Cliente (projeto) Frentes Exemplos de tarefas
Clínica Sorriso Redes sociais, Campanhas pagas, Site, Relatórios Calendário de posts de novembro; Ajustar a oferta da campanha de implantes; Atualizar a página de tratamentos
Loja Aurora Redes sociais, E-mail marketing, Datas comerciais Arte do Dia da Mãe; Fluxo de carrinho abandonado; Campanha de Black Friday
Construtora Vale Verde Lançamento do empreendimento, Redes sociais, Material impresso Cronograma do stand; Anúncios do lançamento; Folheto do apartamento modelo

Os nomes acima são fictícios, para ilustrar. O que se repete é o padrão: as frentes seguem o tipo de serviço que vende e, quase sempre, as mesmas servem vários clientes. Isto permite criar um modelo de projeto e copiá-lo para cada cliente novo.

O que evitar

  • Um projeto por tipo de serviço, com todos os clientes lá dentro. Misturar clientes impede de ver o que é de quem e dificulta o fecho das horas.
  • Frentes a mais. Quatro ou cinco por cliente chegam. Mais do que isso, ninguém se lembra da diferença.
  • Projeto sem dono. Cada cliente precisa de um responsável pela conta. Sem ele, cada pessoa assume que é outra a tratar do assunto.

Rotinas que se repetem sozinhas

Grande parte do trabalho de uma agência é recorrente: calendário mensal, relatório de resultados, revisão de campanhas, reunião de alinhamento. Se alguém tem de se lembrar de criar estas tarefas, uma delas será esquecida num mês qualquer.

O caminho é transformá-las em tarefas recorrentes ou automatizações que criam o trabalho ao ritmo certo. As automatizações disparam por gatilhos (data, mudança de estado, nova tarefa) e executam ações; existem em todos os planos, com um limite mensal de execuções que varia consoante o plano.

Rotinas que vale a pena automatizar

  • Início do mês: criar, em cada cliente, as tarefas de planeamento do calendário e de recolha de materiais.
  • Semanal: tarefa de revisão do desempenho das campanhas, atribuída ao responsável pela conta.
  • Fim do mês: tarefa de relatório de resultados, com prazo anterior à reunião com o cliente.
  • Mudança de estado: quando um post passa para "aprovação do cliente", avisar o responsável e definir o prazo de resposta.

Antes de ligar uma automatização a sério, convém simular o que teria feito nos últimos 30 dias e verificar o histórico depois. É melhor reparar cedo numa regra que duplica tarefas do que descobri-lo com vinte clientes.

Agência com vários clientes, uma só operação

Veja como a Tasskee organiza projeto por cliente, frentes, aprovação, pedidos do WhatsApp e horas a faturar numa operação de agência de marketing.

Ver a Tasskee para agências

Aprovação do cliente num único local

A aprovação é o ponto onde mais trabalho se perde numa agência. A arte vai por e-mail, o cliente responde no WhatsApp, alguém comenta por chamada e três pessoas ficam com três versões do que foi aprovado.

O remédio é um local único, onde o cliente vê o que tem de decidir, comenta e aprova. No portal do cliente, o cliente acompanha o projeto, comenta e aprova, e não ocupa um lugar da conta (é um convidado). Assim, não paga uma licença por cada contacto de cada cliente.

Regras que fazem a aprovação funcionar

  1. Defina um prazo de resposta. Por exemplo, dois dias úteis. Sem prazo, a aprovação bloqueia a entrega e a culpa recai sobre a agência.
  2. Defina quem aprova. Um nome por cliente. Quando o dono da empresa e o gestor de marketing opinam ao mesmo tempo, a arte volta quatro vezes.
  3. Limite as rondas. Duas rondas de ajustes incluídas; as seguintes como âmbito adicional, combinado em contrato.
  4. Registe a aceitação. Ficam a data, a versão aprovada e quem aprovou, para que a conversa "mas eu não pedi isso" acabe em segundos.

Os pedidos do WhatsApp passam a pedidos registados

Todos os clientes acham que a agência é uma pessoa no WhatsApp. "Muda a hora daquele post", "preciso de um banner hoje", "o site está em baixo". Sem filtro, estes pedidos tornam-se a agenda real da equipa, atropelam o planeado e ficam sem registo.

A solução é dar ao pedido um destino: a conversa passa a pedido ou tarefa no projeto do cliente, com prioridade e prazo, e quem atende não precisa de se lembrar de nada. Para pedidos que chegam com frequência, um formulário de pedido recolhe o que a equipa precisa (que peça, para quando, onde será usada) e cria a tarefa no projeto certo.

Isto muda a conversa com o cliente. Em vez de "vou ver se dá", a agência responde com prazo e posição na fila, e o urgente deixa de ser tudo. Um pedido que fura a fila passa a ser uma decisão visível: o que sai da frente para este entrar?

Horas para faturar

Uma agência que cobra por avença, por âmbito ou por hora precisa de saber quanto trabalho cada cliente consome. Sem registo de horas, a avença que parecia rentável pode estar a custar mais do que rende, e ninguém descobre até ao fim do ano.

Registe as horas na própria tarefa, quando acontecem. Na Tasskee, as horas podem ter valor por projeto e por tipo de trabalho, e o fecho para o cliente sai em PDF ou CSV, com a nota fiscal registada (a Tasskee não emite a nota). Quem recebe por hora, como os freelancers, tem extrato próprio. O texto como cobrar por hora sem folha de cálculo detalha o método.

O que o registo de horas mostra

Pergunta Como as horas respondem
O cliente está a consumir mais do que paga? Horas registadas por projeto face ao valor do contrato
Que tipo de trabalho ocupa mais tempo? Horas por frente de trabalho ou por tipo
A equipa está sobrecarregada? Horas por pessoa no período
Vale a pena rever o contrato? Série de meses, para separar um pico de uma tendência

A rotina semanal que sustenta tudo

A estrutura só funciona com uma cadência curta. Para vinte clientes, o essencial cabe em quatro momentos.

  • Segunda-feira, 15 minutos: cada responsável de conta mostra o que vence na semana e o que depende do cliente.
  • Diária, individual: cada pessoa vê as tarefas do dia e ajusta o que está atrasado.
  • Sexta-feira: revisão dos pedidos em aberto e das aprovações pendentes, com insistência junto do cliente quando for caso disso.
  • Fim do mês: fecho de horas, relatório de resultados e reunião com o cliente.

Como passar de 5 para 20 sem parar a casa

  1. Monte um projeto-modelo com as frentes padrão e as tarefas recorrentes.
  2. Migre um cliente de cada vez, começando pelo mais organizado. Ajuste o modelo antes de avançar.
  3. Passe a aprovação para o portal primeiro nos clientes novos; os antigos migram quando houver um bom momento.
  4. Ligue as automatizações aos poucos, simulando antes.
  5. Comece a registar horas no mesmo dia em que o cliente entra no sistema, para não ter de reconstruir o histórico depois.

O objetivo não é controlar a equipa, mas tirar da cabeça das pessoas o que o sistema pode lembrar. Quando a agência cresce, o que se perde primeiro é o que ninguém registou. Registe o essencial no sítio certo e o crescimento deixa de ser um susto.

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