Números para decidir, não para enfeitar.
Quanto tempo uma tarefa leva, onde ela trava, quanto o time entrega por ciclo e como o tempo gasto se compara ao estimado — sem ninguém montar planilha na sexta à noite.
Indicadores que mudam uma decisão
Relatório bonito e inútil todo mundo já tem. Estes respondem perguntas que aparecem toda semana na reunião.
Onde o trabalho trava
Fluxo cumulativo, lead time e cycle time mostram a fila que cresce antes de ela virar atraso.
Quanto o time entrega
Burndown de qualquer filtro, velocidade e relatório de sprint, para a próxima promessa nascer do histórico.
Tempo que foi gasto
Horas apontadas, estimado × realizado e produtividade por pessoa, projeto ou período.
Painéis agregados
Portfólio, equipe, organização e suporte numa tela, com projetos em risco e carga por pessoa.
A saúde de tudo o que está aberto, numa tela
Quando são vinte projetos, a pergunta não é "como está o projeto X", e sim "quais estão em risco". O painel começa por aí.
- Projetos atrasados, em risco e no prazo, com o responsável de cada um
- Carga por pessoa, para redistribuir antes de alguém estourar
- Tendência de entrega da organização, mês a mês
- Painel de suporte com volume e prazos de atendimento
Isto vive junto com o resto da operação
Tarefa, cronograma, chamado, meta e conversa são a mesma base de dados. O que muda num lugar aparece no outro, sem exportar nada.
Como usar relatórios e painéis na reunião de acompanhamento
Relatório só vale se mudar uma decisão. A forma mais simples de começar é associar cada relatório a uma pergunta que aparece toda semana na reunião. Os números se alimentam do trabalho do dia a dia (status, datas, sprints, chamados e horas apontadas), então não há o que configurar: basta usar a Tasskee.
Passo a passo para montar a rotina
- Liste as perguntas da reunião. "O que está atrasado?", "Quem está sobrecarregado?", "Quanto entregamos no ciclo?", "Estamos gastando mais horas que o previsto?".
- Ligue cada pergunta a um relatório. Veja a tabela abaixo.
- Comece pelo painel de portfólio. Ele mostra, numa tela, quais projetos estão atrasados, em risco ou no prazo, com o responsável de cada um.
- Desça ao relatório só do que chamou atenção. O painel diz onde olhar, o relatório explica por quê.
- Registre a decisão na tarefa. Se o número mostrou um problema, o resultado da reunião é uma tarefa com dono e prazo, e não um comentário solto.
- Repita toda semana, com o mesmo roteiro. A comparação com o ciclo anterior é onde o relatório rende.
Qual relatório responde a qual pergunta
| Pergunta da reunião | Onde olhar |
|---|---|
| Onde o trabalho está acumulando? | Fluxo cumulativo |
| Quanto tempo uma tarefa leva do pedido à entrega? | Lead time e cycle time (veja tempo em status) |
| Vamos cumprir a sprint? | Burndown e relatório de sprint (veja sprints) |
| Quanto o time entrega por ciclo? | Velocidade |
| As estimativas estão realistas? | Estimado × realizado |
| Quem está com carga demais? | Painel de equipe e carga por pessoa |
| O suporte está cumprindo prazo? | Painel de suporte e relatórios de chamados |
Exemplos por tipo de empresa
Agência de marketing em Porto Alegre
A sócia abre o painel de portfólio na segunda. Dois projetos de clientes aparecem em risco. Ela desce ao relatório de horas e vê que as horas apontadas passaram do estimado nos dois. A decisão da reunião: renegociar o escopo de um e reforçar o outro. Para o lado financeiro, veja horas, faturamento e pagamento.
Empresa de manutenção predial em Campinas
O gerente de operações acompanha o painel de suporte: volume de chamados e prazos de atendimento. Quando o prazo começa a estourar numa categoria, ele redistribui antes de a reclamação chegar. Chamados e fila com prazo alimentam esse painel.
Software house em Florianópolis
O líder usa velocidade e burndown para prometer a próxima sprint com base no histórico, e não no otimismo. O relatório de estimado × realizado calibra a próxima rodada de estimativas.
Boas práticas
- Um relatório, uma pergunta. Se ninguém sabe qual decisão o número sustenta, tire da pauta.
- Mantenha os status honestos. Relatório de fluxo é tão bom quanto a disciplina de mover o cartão quando o trabalho muda de fase.
- Apontamento de horas consistente. Sem apontamento, não há estimado × realizado.
- Compare períodos iguais. Um ciclo contra o anterior, não um mês curto contra um longo.
- Mostre o painel, não o prato feito. Quem vê o número no sistema confia mais do que em um slide montado na véspera.
Erros comuns
- Olhar média quando uma tarefa esquecida distorce tudo. Prefira mediana e percentil.
- Cobrar o time pelo número em vez de investigar o processo que o produz.
- Montar planilha paralela porque "o relatório não bate". Quase sempre o problema é o dado de origem, e a correção deve ser lá.
- Tirar conclusão de amostra pequena, como um projeto de poucas tarefas.
Um roteiro de 20 minutos para a reunião
Abra o painel de portfólio e gaste cinco minutos nos projetos em risco. Passe outros cinco na carga por pessoa, redistribuindo o que for preciso na hora. Dedique cinco ao relatório do ciclo, como velocidade ou fluxo, e os últimos cinco a registrar em tarefas as decisões tomadas. Reunião de acompanhamento que termina com tarefas criadas, cada uma com dono e prazo, costuma durar menos e render mais do que a que termina em "vamos ver isso".
Planos e exportação
O Start inclui 6 relatórios básicos. O Pro tem os 19 relatórios e os painéis agregados de portfólio, equipe, organização e suporte. Para levar dados a outro sistema, a API REST e os webhooks estão disponíveis a partir do Start.
Quer um formato pronto para a conversa semanal? Use o modelo de status report semanal. E, se a reunião é de metas, os painéis conversam com as metas e OKR. Teste o Pro por 15 dias, sem cartão, e veja os números do seu time sem montar planilha.
Perguntas sobre relatórios
Preciso configurar relatório?
Dá para exportar?
Qual a diferença entre relatório e painel?
Comece a reunião com fato, não com opinião
Teste o Pro por 15 dias e veja os números do seu time sem montar uma planilha.